E SE AMANHÃ, FOR TARDE DEMAIS?
Hoje decidi escrever, coisa que já não faço há uns tempos, e vou falar da morte, é verdade. Ora bem, a vida tem uma suposta lei, certo? As pessoas nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. Esta é a lei da vida. Mas, toda a gente sabe que por vezes não é bem isto que acontece. Por vezes as pessoas não chegam à parte do 'crescem', outras não chegam à parte do 'reproduzem-se' porque morrem antes. É triste mas é uma realidade e mais cedo ou mais tarde temos de aprender a lidar com ela. Mas as perguntas são mesmo, será que tu vives ou sobrevives? Será que gostas da vida que tens? Será que fazes aquilo que te deixa feliz, ou será que fazes aquilo que agrada aos outros? Será que dizes tudo o que tens a dizer ou esperas que esse alguém morra para o fazeres? Nós, jovens, sofremos muito daquela expressão 'perder para dar valor' mas quando dizemos perder é perder uma relação, mas não perdemos a oportunidade de dizer tudo o que queríamos por muito que isso não altere grande coisa, mas pelo menos temos a consciência de que dissemos tudo. Mas e se o amanhã já não existir? Mais do que uma morte, uma ausência, vais sentir um peso, que te vai atormentar para sempre. E nessa altura, ai sim, vais deixar de viver e vais apenas sobreviver, dificilmente vais conseguir seguir em frente, porque acabaste de perder uma pessoa importante e deixaste coisas por dizer. Viver cada dia como se fosse o último não significa viver 'la vida loka', não! Viver cada dia como se fosse o último não significa ir a um bar abrir as pernas para qualquer um, não! Tomem consciência do que fazem, porque ai sim, podem acabar por perder a vida a curto prazo. Viver cada dia como se fosse o último significa viver de forma que nos faça feliz, significa sair à rua e fazer coisas realmente importantes para a nossa vida! Significa não deixar uma única palavra por dizer, significa deixar o passado no passado e viver o presente. Porque o amanhã pode não existir.
Pronto, fiz outro dos meus testamentos.
Sem comentários:
Enviar um comentário